Uma coisa muito comum entre o leitor médio é o endeusamento do autor. É como se, por ele ter sido capaz de escrever um bom livro, ele se tornasse um Grande Exemplar de Humano. Mas para quem acaba trabalhando no mercado editorial, conhecendo autores, se aprofundando em suas histórias, conhecendo suas vidas, você acaba percebendo que: ninguém é santo, nem aquela escritora ou aquele escritor que você tanto ama.

Sim, bolsa, e não livro. Tudo começou com esse post no blog da L&PM: Natalie Portman usando um livro/bolsa na estreia de Cisne Negro. O maior charme, muito glamour, um objeto que uma pessoa amante de livros (e de bolsas) amou na hora – oi. Mas daí é difícil conseguir um desses, até porque pagar uns mil euros está totalmente fora de cogitação. Então a Diana falou no Twitter que tinha comprado uma bolsa nesse estilo no site Etsy, que pelo que entendi é um lugar onde pessoas vendem as coisinhas que fazem. Porém, a vendedora com quem ela comprou não fazia mais, então fiquei fuçando a lista de bolsas, que são muito fofas. Até que cheguei nessas aqui.

Já falei antes sobre como/onde leio, uma espécie de post explicativo para quem sempre me perguntava como consigo ler tantos livros. E olha que tem gente que lê mais! Agora que o Alessandro Martins, do Livros e Afins, propôs uma “blogagem coletiva” para responder à pergunta “por que eu gosto de ler livros?” eu resolvi responder. Mas antes disso, eu mesma tive que parar para pensar por quê eu leio livros. Por que não assisto filmes, séries, novelas ou jogo World of Warcraft (pra esse último dizem que a resposta é “ter uma vida”)?

No meio literário, uma das discussões em maior evidência é sobre o que acontecerá com o livro. Nunca se produziu e vendeu tanto, e ainda entram no mercado novas tecnologias de leitura que prometem mudar o cenário literário. Aqui no Brasil, o mercado editorial baseado na digitalização ainda está engatinhando, mas nos Estados Unidos esse é um tema discutido há muito tempo, e os números só apontam para o crescimento do consumo de e-books e e-readers. A Questão dos Livros (Companhia das Letras), do historiador Robert Darnton, faz justamente essas reflexões, mas por um olhar acadêmico. Nessa reunião de ensaios e artigos, o autor fala de questões relacionadas ao presente, passado e futuro do livro e, principalmente, das digitalizações de obras promovidas pelo Google.