Mentira é uma daquelas coisas que ninguém gosta, mas são fundamentais. É o mecanismo que usamos para elogiar o cabelo horrível da chefe e evitar mau-humor dela, por exemplo. Mentiras, dizem, são praticamente a base para a convivência social. São coisas necessárias. É o que o jovem John Egan percebe em O Menino que Odiava Mentira, da inglesa M. J. Hyland, publicado aqui pela Companhia das Letras. Sim, John é esse menino, e o fato de ele odiar mentiras vem justamente do que elas causam à ele: mal estar.