O modo de ler está ficando cada vez mais diferente por causa das novas tecnologias digitais. Não só em se tratando de livros “físicos”, mas o sentido geral de ler. Links, vídeos, áudio… Tudo isso agrega mais informação a uma leitura. E agora o Twitter também causa sua “revolução no modo de ler”. Um dos primeiros movimentos “literários” que vi no microblog foram os microcontos. Se não me engano, haviam até concursos para escolher o melhor. E, convenhamos, contar uma história em 140 caracteres não deve ser nada fácil.

Vi lá no Meia Palavra que foi publicado um livro bem bacana sobre a Agatha Christie. Os livros da autora estão entre os primeiros que li e que me fizeram gostar mesmo de literatura. Então ela é um nome mais que querido na minha lista de autores preferidos, e esse lançamento acendeu a luzinha de desejos literários. O livro em questão é Agatha Christie’s Secret Notebooks, do irlandês John Curran. O que ele tem de especial? Curran fala nesse livro do processo criativo da autora, baseado nos seus estudos feitos com os cadernos de rascunho dela.

Segundo Umberto Eco, sim. “O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais”, diz o autor italiano. E concordo com ele. Em recente entrevista para o caderno Sabático, de O Estado de S. Paulo, Eco falou sobre as novas tecnologias digitais que podem mudar a forma de ler. Junto com Jean-Claude Carrière, o autor escreveu Não contem com o fim do livro, falando sobre a durabilidade do livro, sua importância.

Há um tempinho, lá no fórum Meia Palavra a Mi Muller (sorry, não acho a trema no teclado do note =B) abriu um tópico sobre Ex Libris. E eu, na minha curiosidade, entrei pra ver do que se tratava, porque  não fazia ideia do que era isso. Se alguém por acaso não sabe o que é também, aqui vai uma explicação arrancada do blog Bibliophile, da Mi:

Ex libris é uma expressão latina que significa literalmente dos livros empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex libris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é “propriedade de” ou “da biblioteca de”.