Um bom resumo de Mac e seu contratempo, novo romance de Enrique Vila-Matas (Companhia das Letras, tradução de Josely Vianna Baptista), seria a clichê frase “nada se cria, tudo se copia”. Em sua obra, Vila-Matas sempre tratou da própria ficção, da arte, do processo de escrita, do que é literatura e como ela se alimenta de suas influências. Neste romance, a metaliteratura está presente com força, abordada em um diário sobre a (re)escrita de um livro.