Vocês devem ter percebido que as leituras de não ficção andam frequentes por aqui. Ando dando mais atenção a elas, seja por me interessar pelo assunto ou por querer conhecer mais sobre algo específico. Falso espelho (Todavia, tradução de Carol Bensimon) é um desses livros que mais aguardei a leitura. Jia Tolentino apresenta uma série de ensaios que refletem sobre a autoimagem, a internet, o discurso e tudo o que envolve nos expor e consumir conteúdos online. Além disso, traz boas questões sobre como enxergamos as mulheres nessas e em outras plataformas – como a literatura.

Li Mulher, solteira e feliz, de Gunda Windmüller (tradução de Petê Rissati) a convite da Primavera Editorial para o lançamento do livro aqui no Brasil. Uma leitura que chegou no tempo certo e que tem tudo a ver comigo e o que estou vivendo agora. Eu tive poucos namoros na vida e estou solteira há quase 10 anos. Por muito tempo achei que havia algo de errado comigo por estar solteira por tão longo período – e não vou mentir que, às vezes, ainda penso isso. Também não tenho grandes pretensões de, um dia, me casar, e a cada dia penso que o único futuro possível para mim é ficar solteira para sempre. E eu não vejo isso como algo ruim.