Quem não conhece Mogli, o garoto criado por animais no meio de uma selva? Neil Gaiman não esconde qual foi sua inspiração para escrever O Livro do Cemitério. O Livro da Selva, de Rudyard Kipling, foi a base para esse romance infantojuvenil, então não estranhe a semelhança. Esse é o último lançamento do autor inglês aqui no Brasil pela editora Rocco no selo Jovens Leitores, que traz uma história tocante e inteligente recomendada para homens e mulheres, jovens e adultos, vivos e mortos.

Há seis mil anos, mais precisamente no dia 21 de outubro, Deus criou o mundo. Fez os animais, as plantas, céu, oceanos, essas coisas todas. Fez um paraíso e nele pôs um homem. Depois uma mulher. Para guardar os portões do Éden, escalou um anjo com uma espada flamejante. Mas isso não impediu que um outro anjo rastejasse do céu até a Terra. Então ele se transformou em um demônio. Ou melhor, numa cobra. A partir daí, anjo e demônio, ou Aziraphale e Crowley, conviveram até o fim dos tempos. Eram inimigos tão próximos que poderiam ser considerados amigos.