Foram três anos publicando contos de autores brasileiros de ficção científica. Seis revistas reunindo esses contos ao mesmo tempo em que homenageava autores e obras do gênero. Solaris, Neuromancer, Stalker, Fundação, 2001 e agora Fahrenheit, o último “filho” do Projeto Portal. Organizado pelo escritor Nelson de Oliveira e distribuído entre leitores, críticos e acadêmicos, as revistas do Projeto me surpreenderam pela qualidade dos textos e imaginação dos autores. Infelizmente não li todos, apenas a partir do Fundação, mas desde o início apreciei os textos dessas pessoas das quais nunca ouvi falar antes. E com Portal Fahrenheit – a homenagem a Ray Bradbury, que infelizmente ainda não li – não foi diferente.

Para celebrar a ficção científica e, ao mesmo tempo, divulgar novos escritores, foi criado o Projeto Portal. Trata-se de uma revista distribuída gratuitamente entre ávidos leitores amantes do gênero sci-fi dividida em seis volumes semestrais que homenageiam grandes escritores e obras. A última edição organizada por Nelson de Oliveira foi a Portal 2001, referindo-se, claro, a 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Entre passado e futuro, monstros e humanos, vemos diversas abordagens da ficção científica que juntas podem compor uma bela viagem pelo espaço.

A Feanari, do Blablabla Aleatório, só pode ser doida. Esperou dias, se programou, faltou às aulas para conseguir ir na Bienal do Livro de São Paulo e pegar um autógrafo do escritor Conn Iggulden. Ela conseguiu, e o que faz? Empresta o livro. Okay, nem todo mundo é paranóico com empréstimos literários, mas acontece que esse livro está a milhares de quilômetros dela. Trata-se de O Lobo das Planícies, primeiro livro da série O Conquistador, publicado pela editora Record, cujos exemplares estão lá, na minha mesa, guardadinhos para evitar danos. Tudo que eu não quero é despertar a ira da Feanari.

O mundo vai acabar em 2012. Dizem isso há centenas de anos, mas com a aproximação da data, cada vez mais se fala do fatídico dia 21 de dezembro de 2012. Ela está errada. O fim do mundo vai acontecer depois disso. Infelizmente, não muito depois: 31 de julho de 2013, às 13h13. Análises de antigas escrituras de vários povos apontam para esse dia, inclusive o Maia, que com uma nova tradução teve a data alterada. Como sei? Porque recebi Cartas do Fim do Mundo.

Chego em casa no domingo e o desespero: chegaram mais dois livros! Não, isso não é ruim, mas como minha lista de livros tinha começado a andar de novo, relaxei no fim de semana e não li nada (só vi Friends). Significa que eu não tenho tempo para “relaxar” – ou tem, porque ler é uma forma de fazer isso -, mas acho que deu pra entender. Estou atrasada de novo. Então vamos ao rápido comentário sobre o livro que estou lendo nessa semana, que na verdade é mais de um.

A ficção científica foi um gênero bastante explorado no século passado. Histórias com novos mundos, em sociedades diferentes e novos contextos povoaram os livros e encantaram leitores, servindo de material para muitos dos filmes que Hollywood tanto adora fazer. Não há estilo melhor para se pensar o futuro e refletir o presente. E hoje isso continua sendo feito, seja em grandes romances ou em pequenas histórias que exaltam os maiores autores de ficção científica que deram a base para essa nova geração.