O título já profetiza alguma história com caráter de autoajuda, cheio de máximas motivacionais para levantar o moral e deixar o dia aparentemente mais bonito e a vida menos difícil. A sinopse, envolvendo uma mulher separada, filha da cidade grande e seu encontro com a natureza só aumenta mais essa impressão. Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa (Intrínseca), de Margot Berwin, é, em parte, tudo isso. Mas além do clichê mulher-urbana-vai-pra-natureza-e-encontra-o-amor, Margot conseguiu deixar o livro ainda mais suspeito de ser lido ao tentar colocar magia e mistério no meio da trama.