“Se ansiamos que nosso planeta seja importante, há algo que podemos fazer quanto a isso. Podemos fazer com que ele seja significativo com a coragem de nossas perguntas e a profundidade de nossas respostas.” – Carl Sagan

Carl Sagan não precisa de apresentações, assim como Cosmos. Quem viveu nos anos 1980 e 1990 lembra bem da série de TV que aproximou ainda mais o público “comum” da ciência, essa coisa tão obscura e complicada. E quem, como eu, não viveu essa descoberta do universo com a série original, acabou impactado com seu reboot dois anos atrás, agora na versão de Neil deGrasse Tyson. É claro que eu já sabia quem era Carl Sagan e qual era a sua importância para a comunidade científica antes dessa nova série, já tinha lido alguns de seus livros – é curioso lembrar que meu primeiro contato com sua obra foi justamente através de sua única ficção, o romance Contato. Depois de ver a série, de ler outros de seus livros – como O mundo assombrado pelos demônios –, foi bom demais ler Cosmos e entender a paixão de Sagan pela ciência.

Faltam poucos dias para 2014 acabar (poderia colocar o número de dias aqui, mas sou tão ruim com números que poderia errar esse cálculo fácil, então vamos usar o “poucos dias” mesmo), e esse foi um ano bom profissionalmente, pessoalmente, mas fraquíssimo na minha intensidade de leitura – provavelmente por estar tão ocupada com as coisas fora dos livros, né – e também por usar o tempo no ônibus para dormir mais.

Mas vamos lá: foram 27 livros lidos ao todo (sim, só isso), e há ainda quatro em processo de leitura – Graça infinitaque está maravilhoso, O demônio do meio-dia, que interrompi justamente por causa do Graça, mas que também estava ótimo, A balada de Adam Henry, a atual leitura de ônibus (pois né, difícil carregar DFW por aí), e Oblómovque já vou até considerar aqui como “abandonado” porque sei que vou levar eras até pegar ele de novo – tiro da conta o Dom Quixote marcado como “lendo” no Goodreads porque li o primeiro volume no ano retrasado e falta só o segundo, hehe.

Antes de ler O mundo assombrado pelos demônios, li Contato, o romance “alienígena” de Carl Sagan. Protagonizado por uma cientista, o livro apresenta um observatório que recebe estranhos sinais de rádio que, quando descriptografados, mostram que estivemos sendo observados do espaço esse tempo todo, e ainda oferece um manual para a construção de uma espécie de nave para encontrarmos nossos “vizinhos”. Antes mesmo de saber quem era Sagan e qual era a sua importância para a ciência, eu conhecia sua ficção – que na época gostei bastante.