Não há amor, apenas isso. O que existem são trepadas, como diz a narradora-protagonista de O que deu para fazer em matéria de história de amor, de Elvira Vigna, publicado pela Companhia das Letras. Trepadas rápidas contra pias de banheiro, de relacionamentos que não são relacionamentos, apenas atrações físicas que ora existem, ora não, e que persistem nesse vai e vem por 30 anos de sua vida. Ela, que não é nomeada, poderia ser só chamada de narradora, pois a história que conta, a princípio, fala de outro casal. Ou outros casais.