Sem vergonha alguma: sempre usei bastante sites de relacionamento. Tinder, Ok Cupid, Happn, até aquele Tastebuds, que faz matchs com as pessoas de acordo com o gosto musical – cheguei a baixar uma vez um aplicativo que fazia a combinação pelos signos, mas não tinha quase ninguém do Brasil usando, então nem deu pra testar. Curiosidade? Sim. Desespero? Talvez. Mas acho que conhecer pessoas é o que sempre procurei fazer desde que comecei a usar a Internet (lá por 2004, 2005, meio atrasada). Os aplicativos e sites de relacionamento são, para mim, como um novo chat do Terra. Não sou a pessoa mais social do mundo, sempre bate aquela ansiedade/medo/vergonha de interagir com um possível crush pessoalmente, então a internet foi sempre a primeira opção pra mim. O que muita gente acha estranho e/ou errado, mas vou mostrar aqui que não.

Patricia Cornwell é um dos principais nomes da literatura policial norte-americana. Suas personagens principais não são os detetives durões ou policiais justos, como estávamos acostumados a ver antes de séries como CSI, Bones e tantas outras que se focam na medicina forense. Sim, seus protagonistas são médicos-legistas. Cornwell é quem chamam da precursora dessas séries tão famosas. Com a personagem Kay Scarpetta, a autora colocou no centro das investigações policiais mais mirabolantes a figura da médica, uma mulher forte, linda e com uma inteligência fora do comum. Scarpetta é protagonista de muitos de seus romances, publicados no Brasil pela Companhia das Letras.

Agora foi lançado mais um livro com a doutora, dessa vez pelo novo selo da editora, a Paralela. Scarpetta reúne novamente a equipe que sempre colaborou com a médica-legista, todos envolvidos em um clima de tensão devido a problemas enfrentados em suas relações pessoais. Na virada do ano de 2007 para 2008, uma mulher anã, Terri Brigdes, é assassinada dentro de seu apartamento, e seu namorado, também um anão, é o principal suspeito do crime. Ele voluntariamente se interna no Hospital Bellevue, conhecido por abrigar criminosos, e exige ser examinado por Kay Scarpetta, que todos conhecem pelas constantes aparições na CNN, e seu marido, Benton Wesley. Paranóico, Oscar Bane age com medo e está crente de que vinha sendo seguido e monitorado, levando Scarpetta a duvidar de sua culpa no crime.