Certo, a tal novela das oito acabou, mas ainda é tempo de falar sobre ela. Isso porque a última trama de Glória Perez deixou uma nova marca nos brasileiros, que durante meses acompanharam Maya, Raj e Bahuan na mais nova ponte aérea novelística: Brasil-Índia. Assim, o “inshalá” de O Clone foi substituído pelo “are baba” de Caminho das Índias, e um pouco daquele grande país foi apresentado aos brasileiros que só ouviram falar da Índia na escola (e nem se lembram).

Tem certas obras que, mesmo com bom enredo, sendo bem escritas e envolventes, não marcam tanto o leitor. São aquelas que classificamos como “mais ou menos”, que não são ruins, mas também não surpreendem. Infelizmente, no mundo há mais livros assim do que os realmente bons, e felizmente são maioria em relação aos ruins também.

É raro encontrar um livro e achá-lo “revolucionário” logo no primeiro capítulo. Geralmente, nas últimas páginas o livro mostra para o que veio. É justamente aqui que uma obra pode passar de livrinho água com açúcar para figurar nas listas das melhores narrativas. Faço então a minha lista de livros com finais que mudaram totalmente a minha opinião sobre eles. Não se preocupem, não haverá spoiler algum aqui.

Bem, dessa vez não é uma resenha. Trata-se de um artigo que escrevi para o recém lançado Portal Bird. Fica aí a divulgação e o pedido para darem uma olhada em todos os artigos do portal, que vão além da literatura e abordam a arte em geral. Boa leitura!

o-apanhadorO Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger, é um livro que sempre causou polêmica. Ele conta a história de Holden Caufield, um adolescente de 16 anos que, ao voltar para casa com o adiantamento de suas férias na escola, muda seu rumo e vai para Nova York. O livro todo se centra nas reflexões de Holden sobre a sua vida, e representa um jovem confuso com o mundo e seus aspectos.