rei-lear-mangaNão sou contra adaptações de grandes obras da literatura para versões mais “fáceis de ler”, voltadas para os jovens. Sou da opinião de que um livro adaptado, seja com linguagem mais acessível ou então resumido, pode ser a porta de entrada para o leitor ter contato com a obra completa, que se não fosse a versão curta, poderia nem vir a conhecer. Claro que essa é uma visão otimista e que não acompanha todos os leitores, mas eu mesma me interessei pela obra completa de determinado autor através de um resumo de seu trabalho.

Já estou na idade em que encarar obras mais complexas, com linguagem diferente e mais densa, não é nenhum grande desafio. Mas isso não significa que eu tenha que deixar uma dessas adaptações de lado quando caem em minhas mãos. É o que aconteceu com a versão em mangá de Rei Lear, obra consagrada de William Shakespeare, trazida ao Brasil pela editora JBC – conhecida por publicar as séries em mangá que fazem a cabeça dos jovens, assim como eu consumi muito esse tipo de leitura na minha adolescência.