Jovens escritores sempre pipocaram na literatura, mas não é fácil encontrar um que seja realmente bom. Christopher Paolini, que escreveu Eragon aos 15 anos de idade, deixou a desejar, e é assim com a maioria dos adolescentes que tiveram algum livro publicado. Acabam merecendo crédito apenas por terem escrito algo em plena juventude, e só. Mas com Nick McDonell foi diferente. Aos 17 anos, durante suas férias de verão, escreveu Doze, seu livro de estréia, publicado aqui pela Geração Editorial. O livro foi muito bem aceito pela crítica, que o considerou O Apanhador no Campo de Centeio da atualidade.

Em 1500, na França, Isabel estava prestes a se casar e fugir com seu noivo para não ter que se submeter à Francisco de Chazeron, senhor de Vollore, em plena noite de núpcias. Porém, a fuga não dá certo. Isabel é capturada, e vê seu marido morrer tentando salvá-la. Ela é castigada por Chazeron, que a deixa à mercê dos lobos famintos. Mas Isabel não é uma mulher comum. Sua família tem o sangue dos lobos correndo nas veias, e ela se refugia em uma caverna com eles. Seu único desejo agora é se vingar. E depois de 15 anos, esse desejo persiste.

Mais um livro da Não Editora caiu em minhas mãos. E para não fugir da tradição, é mais um livro bom. E de contos. Trata-se de Fora do Lugar, um dos recentes lançamentos da cena literária gaúcha. O livro é a segunda publicação de Rodrigo Rosp, que em 2007 lançou A Virgem que não Conhecia Picasso. Bem humorado, de uma maneira bem cafajeste (classificação minha), o autor apresenta diversas histórias que chegam a beirar ao absurdo.

Joana D’Arc, o coelho branco de Alice no País das Maravilhas, guerras nucleares. Assuntos assim só podem estar reunidos em uma compilação de contos. E eles estão em Anacrônicas: Pequenos Contos Mágicos, de Ana Cristina Rodrigues. Em textos curtos e deliciosos, a autora nos transporta para diversos mundos onde o fantástico toma conta. Passado, futuro e clássica ficção são base para montar suas histórias mágicas.

Um homem relativamente jovem está em crise. Pretende se separar da segunda esposa, sua mãe está internada com poucos dias de vida, e o resto de sua família o despreza. Ele escolheu caminhos opostos aos da família, e nada do que era esperado dele se concretizou. Em Explicação dos Pássaros Rui S. compartilha seus últimos dias de vida, carregados de lembranças e previsões para seu futuro. O quarto romance do português António Lobo Neto, em nova edição pelo selo Alfaguara, da Objetiva, narra de forma densa uma história onde o destino não pode ser alterado.

O tempo é o futuro, o povo é evoluído. Ainda há reis, ou rainhas, não se sabe dizer o certo, pois homens e mulheres são iguais. Lá é frio, muito frio. Por isso, é conhecido como Inverno. Mas essa não é uma Terra do futuro, com seus efeitos climáticos catastróficos resultando numa nova Era Glacial. Esse é Gethen, um planeta muito distante, e que há dois anos abriga Genly Ai, um terráqueo a serviço do Ekumen. Sua missão é convencer Gethen a se juntar ao grupo de mais de 80 planetas que visa a troca comercial e cultural entre seus habitantes.

No mundo da literatura, acompanhamos diversos tipos de pessoas de lugares distantes e inimagináveis, e que geralmente existem apenas na ficção. No máximo, inspiram-se em algum nome notório, uma técnica que estimula ainda mais a fantasia do leitor. Mas e se uma personagem de um livro qualquer realmente existisse? Não no sentido de ser parecido com ela, mas de ser ela mesmo? E se essa personagem descobrir que toda sua vida foi escrita, guiada por uma linha de texto? Provavelmente, a concepção de que todos são livres e donos do seu próprio destino cairia por terra.

Em 1998, um dos mais famosos assassinos do país foi preso. Francisco de Assis, o Maníaco do Parque, condenado por estupro e assassinato. Ele seduzia suas vítimas, as atraía para uma clareira no meio de um parque e ali praticava seus crimes. Durante meses ele foi a atração principal dos noticiários, aparecendo em todos os telejornais. Enquanto a opinião pública o execrava pelos crimes que cometeu, um grupo de mulheres lhe enviavam cartas de amor, esperando dele uma demonstração de carinho.

o-vampiro-antes-de-dráculaCrepúsculo, True Blood, Vampire Diaries. Antes disso, Entrevista com o Vampiro. Bem antes disso, Drácula. Os vampiros são moda, caem no esquecimento e ressurgem mais fortes e diferentes a cada ida e vinda. De Drácula aos romances vampíricos para adolescentes houve imensas mudanças. Evolução (ou não) do mito vampiresco, suas origens podem acabar se perdendo. Por que então não abandonar um pouco as modinhas e voltar para as suas origens?