Ruas de pedras dos tempos coloniais, que cansam os pés e provocam tropeços. Casas brancas com grandes janelas e portas de madeira, de batentes coloridos e telha de barro. Espera-se que o Centro Histórico de Paraty, no Rio de Janeiro, continue assim, antigo, por muito tempo. E também espera-se que em todos os anos a literatura e a arte voltem a ocupar as ruas de pedras e casarões brancos da cidade. Esse é o lar da Festa Literária Internacional de Paraty, ou a FLIP, o maior evento de literatura do país que traz grandes autores para discutir livros e histórias.

fiuzaAo ler um jornal ou ver um noticiário na TV, sempre nos indignamos quando a notícia se trata de um bandido que não recebeu a pena que merecia. A visão que temos deles são de pessoas preguiçosas, que vivem às custas dos outros e só se aproveitam dos nossos ganhos, roubando ou enganando. Provavelmente, foi esse o sentimento de muitas pessoas em 1995, no Rio de Janeiro, acerca da prisão de João Guilherme Estrella. Porém, se essas pessoas lerem Meu nome não é Johnny, do jornalista Guilherme Fiuza, essa opinião mudará drasticamente.