Quando a notícia de que Robert Crumb, o grande nome da contracultura, faria uma versão em quadrinhos do primeiro livro da Bíblia, todos ficaram surpresos. Os trabalhos que tornaram Crumb famoso passam bem longe da religiosidade, assim como ele mesmo, um ateu. Suas histórias são “marginais”, com muita droga e sexo, que nos anos 70 confrontaram os valores morais ocidentais. Então como o nome mais aclamado dessa cultura underground decidiu ilustrar justamente o primeiro livro da Bíblia? E mais: qual seria o resultado desse trabalho? Em 2009, todos ficaram sabendo. O resultado foi Gênesis, uma obra que leva a sério o livro que “fundou” a cultura ocidental, que ressalta cada passagem escrita, reescrita e editada tantas vezes através dos séculos.

Ruas de pedras dos tempos coloniais, que cansam os pés e provocam tropeços. Casas brancas com grandes janelas e portas de madeira, de batentes coloridos e telha de barro. Espera-se que o Centro Histórico de Paraty, no Rio de Janeiro, continue assim, antigo, por muito tempo. E também espera-se que em todos os anos a literatura e a arte voltem a ocupar as ruas de pedras e casarões brancos da cidade. Esse é o lar da Festa Literária Internacional de Paraty, ou a FLIP, o maior evento de literatura do país que traz grandes autores para discutir livros e histórias.

Falei que teria novidades, e ei-las. Tirei uma folga no trabalho, pois vou viajar. Daqui a algumas horas estarei no aeroporto aguardando pelo meu voo para o Rio de Janeiro. Fazer o que lá? Ir cobrir a sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty para o Ambrosia! A tão conhecida FLIP começa amanhã e vai até domingo. Entre os grandes nomes presentes nessa edição estão os autores Salman Rushdie, Isabel Allende e o quadrinista Robert Crumb.