Nos idos de 1750, o Brasil era um território divido entre portugueses e espanhóis. Nas terras gaúchas, jesuítas catequizavam e auxiliavam os índios guaranis, que eram mortos aos montes pelos soldados portugueses e espanhóis durante disputas pelo território. A ciência ainda estava engatinhando, ser esclarecido era ser excêntrico, muitos livros eram proibidos e, no caso dos brasileiros, tinham que ser importados pois não era permitido imprimir uma folha sequer no Brasil (pensamento paralelo: engraçado pensar que ainda hoje reclamam do acesso aos livros – preço e oferta – quando eles pululam por aí. Se bem que, em alguns locais, realmente é complicado). Pouco sei sobre esse Brasil, não li muitas histórias sobre ele, ou elas nunca me pareceram muito interessantes a princípio. Felizmente, o novo livro de Samir Machado de Machado superou a barreira do desinteresse e me presenteou com quatro ótimas histórias ambientadas nessa terra cheia de conflitos, com muitas aventuras e exaltação da leitura e dos livros.

O homem reverencia a guerra. Embora desfrute dos tempos de paz, quando o assunto são combates, lutas e armas, o homem se sente atraído por sua força de destruição. Na literatura histórica, são as guerras que fornecem a maior parte do material narrativo, por serem acontecimentos que mudaram o mundo, afetaram países e milhões de vidas. Exemplo maior desse estilo é Bernard Cornwell, autor de mais de 40 livros que reconstituem fatos da História alinhando-os à ficção. Tomando o mesmo rumo, também temos Conn Iggulden, que se consagrou com a série O Imperador e esteve este ano no Brasil para a Bienal do Livro de São Paulo. Mas não foi nessa série, ainda inédita para mim, que vi esse fascínio pela guerra. Foi em O Conquistador, trilogia que conta a vida deGêngis Kahn, líder que uniu as tribos da Mongólia.

Tinha largado totalmente essa (pequena, possessiva e materialista) sessão do blog, mais eis que a Feanari, lá do Blablabla Aleatório, fez com que eu me lembrasse de um grande desejo meu: a série As Aventuras de Sharpe, de Bernard Cornwell. Mas esse não é um desejo simples. A série que narra batalhas das Guerras Napoleônicas na visão do militar Richard Sharpe tem, digamos, um número considerável de exemplares. E não é só os que já foram publicados aqui no Brasil que eu quero. Aí fica complicado.

A Grã-Bretenha tem uma das maiores lendas de guerreiros e reis, e uma história farta de grandes batalhas que consagraram a literatura com as mais incríveis personagens. Infelizmente, a maior de todas essas pessoas é aquela sobre a qual menos sabemos. Incluindo a incerteza sobre sua existência. Trata-se do rei Artur, um homem que trouxe a paz na Grã-Bretanha através do seu bom caráter e da ajuda dos deuses pagãos. Suas narrativas apresentam um ambiente repleto de magia, e conforme o autor, pessoas presentes em sua vida são mais ou menos importantes.

Finalmente o Natal chegou. E o fim de ano. E o feriadão. E a festança. Mas nunca, nunquinha, vou tirar férias das minhas leituras, e no Natal e Ano Novo vão ser recheados de livros. Assim espero. Até porque, estarei sem internet e alguns dias sem celular, lá por Santa Catarina. Vou ter que me entreter de algum jeito, né?

Para entrar no clima feliz do Natal, escolhi um romance pra esquecer dos dias de aula e trabalho. O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell (Record), foi o eleito. Mais de 500 páginas para me desligar de vez da vidinha profissional. Para quem não sabe, ele é o primeiro livro das Crônicas de Artur e, obviamente, é sobre o mais famoso rei da Inglaterra.

londres-o-romanceMuitas vezes, um romance histórico tem como tema algum conflito importante ou personalidades aclamadas pelos seus atos. São narrados acontecimentos que marcaram épocas, aqueles que mudaram os rumos da sociedade ou pelo menos de uma parcela dela. Porém, eu nunca vi um livro cujo tema central era uma cidade e o que aconteceu com ela no decorrer dos anos. Pois é disso que se trata o livro Londres, O Romance, do escritor Edward Rutherfurd, que narra os momentos marcantes da capital londrina por dois mil anos.

o-nascimento-de-vênusNo final do século XV, Alessandra Cecchi, de 14 anos, está prestes a sofrer grandes mudanças em sua vida. Apaixonada pela arte, sonha em ser pintora. Desde pequena, mostrou ter uma mente perspicaz e um talento enorme para a erudição, e não para ser uma dona de casa. Vive em meio ao crescimento artístico da Itália Renascentista, e vê sua cidade, Florença, se encher de cores e texturas trazidas pelas artes. Porém, as pregações do Frei Savonarola e a iminente entrada do exército francês na cidade complicam os objetivos da garota. Essa é a base da história contada em O Nascimento de Vênus, de Sarah Dunant.