o-inocenteRusty Sabich pode ser chamado de figurão dos tribunais de Kindle County. Absolvido de uma acusação de assassinato há 20 anos, hoje ele é um renomado juiz disputando as eleições para presidir a Suprema Corte. Essa é a situação de Sabich em sua volta no livro O inocente, último lançamento de Scott Turow pela editora Record. O autor dá um salto no tempo para colocar seu protagonista novamente em um caso que abala sua carreira e, principalmente, a ele mesmo. Mas diferente do que Turow fez no primeiro livro com a personagem, dessa vez o leitor não fica sabendo dos detalhes desse novo caso apenas através de Rusty, todas as outras pessoas com ações importantes dentro dessa trama emprestam seu ponto de vista para que as peças de um novo crime sejam reunidas.

O conflito de O inocente surge quando Rusty acorda ao lado de sua mulher, Barbara, e nota que ela está morta. Ao invés de tomar as medidas normais – chamar uma ambulância e a polícia –, o juiz fica paralisado durante 24 horas ao lado do corpo da mulher, sem nem mesmo avisar Nat, filho único do casal. Aparentemente morta por causas naturais, a história poderia ter acabado aí: a inatividade de Rusty é facilmente explicada como choque pela perda. Porém, não é isso o que pensam Jimmy Brand e o velho “inimigo” de Rusty, Tommy Molto, promotor que o havia acusado de ter matado uma ex-colega de trabalho. Além dessa morte, Turow coloca outros elementos na trama que abalam a vida de Sabich, como um novo caso extraconjugal com Anna, sua ex-assistente, a bipolaridade de Barbara e a sensibilidade de seu filho. Alternando o capítulo entre vários narradores, Nat, Rusty, Anna e Tommy vão aos poucos fornecendo as pistas que ora pendem para o lado da acusação, ora para a defesa.

Qual é a verdade por trás da humanidade, o real sentido de estarmos vivo? A resposta para essa pergunta, segundo Unhas, é o prazer. Fazer o que lhe dá mais vontade, o que mais o satisfaz. Seja comer, transar, ou brincar de assassino profissional com vezes de estuprador. Unhas é o romance policial de Paulo Wainberg, publicado ano passado pela editora Leya, um livro sobre a descoberta de um homem de vida monótona e regrada de que está na natureza da humanidade, e até de Deus, quebrar as suas hipócritas regras sociais para satisfazer seus maiores desejos.

Terminei ontem Vergonha, de Salman Rushdie, lendo rápido porque a resenha tem que sair amanhã. Livro ótimo, para variar. E logo depois de terminar já comecei Unhas, romance policial de Paulo Wainberg (disseram que ele lê o blog, oi!!) publicado ano passado pela Leya. Li pouquinho ainda, nem no trem consegui avançar muito porque o sono atacou forte hoje de manhã, mas é um livro que parece ser rápido de ler por conta dos capítulos curtíssimos e da forma com que Wainberg está contando essa história, pelo menos agora no comecinho.

Ser um thriller já é meio caminho andado para um livro despertar interesse. Pessoas gostam de ler sobre serial killers, investigações que mechem com sua cabeça, que desafiam seu senso de antecipar movimentos. Particularmente, thrillers são os primeiros livros que chamam a atenção na prateleira, por presumirem histórias impossíveis de largar e fáceis de terminar. Assim parecia ser Desaparecidas, de Chris Mooney, mas não foi esse o seu efeito.

Podolatria. Dentre tantas as taras que o homem tem, foi essa a escolhida por Carina Luft para compor seu romance policial, Fetiche. Assim como Ana Cristina Klein, Carina integra a oficina literária de Charles Kiefer, em Porto Alegre, e isso já é um ponto que causa certa curiosidade quanto a seu livro. Mas o enredo também chama a atenção: uma série de assassinatos em uma pequena cidade gaúcha onde as vítimas tem seus pés cortados. Um thriller, aquela velha caçada ao assassino, onde uma dupla de investigadores trabalha contra o tempo para solucionar o caso. São várias as expectativas quanto ao primeiro livro de Carina, mas nenhuma delas foi superada.

Taí um livro que eu queria muito ler, e que vai marcar o início da parceria entre o r.izze.nhas e a Editora Intrínseca. Eu Mato, de Giorgio Faletti, foi um grande best-seller na Itália, e  agora chega às livrarias brasileiras pela editora. É um thriller envolvente, contando a caçada atrás de Ninguém, um serial killer que atormenta a cidade de Monte Carlo, na província de Mônaco. Antes de cada assassinato, ele telefona para um programa da rádio local, onde deixa pistas através de músicas para “jogar” com as autoridades italianas.