Podolatria. Dentre tantas as taras que o homem tem, foi essa a escolhida por Carina Luft para compor seu romance policial, Fetiche. Assim como Ana Cristina Klein, Carina integra a oficina literária de Charles Kiefer, em Porto Alegre, e isso já é um ponto que causa certa curiosidade quanto a seu livro. Mas o enredo também chama a atenção: uma série de assassinatos em uma pequena cidade gaúcha onde as vítimas tem seus pés cortados. Um thriller, aquela velha caçada ao assassino, onde uma dupla de investigadores trabalha contra o tempo para solucionar o caso. São várias as expectativas quanto ao primeiro livro de Carina, mas nenhuma delas foi superada.

Na rica e exuberante Monte Carlo, na província de Mônaco, o número de policiais nas ruas é maior que o número de crimes. Toda essa paz que envolve a cidade se esvai de um dia para o outro, depois de uma ligação feita para o programa mais ouvido da rádio local. Um e nenhum, ou Ninguém, compartilha com Jean-Loup, o DJ da rádio, sua angústia, e diz também o que faz para se livrar dela. Ele Mata. Uma música toca e a ligação se encerra. E então ele pasa a matar, deixando sempre uma pista através da música.