Algumas séries rendem mais do que os livros que as compõe. Crepúsculo, que ainda não teve todas as edições publicadas, veio com o extra A Breve Segunda Vida de Bree Tanner. Harry Potter, além dos 7 livros da saga, apareceu com Animais Mágicos e Onde Habitam, Contos de Beedle, o Bardo e Quadribol Através do Séculos. Isso falando apenas do que seus próprios autores fizeram, porque há muitos outros títulos de gente pegando carona no sucesso dessas séries. Com o lançamento do último livro de Percy Jackson & os Olimpianos, de Rick Riordan, também veio o seu bônus: Os Arquivos do Semideus.

Tinha largado totalmente essa (pequena, possessiva e materialista) sessão do blog, mais eis que a Feanari, lá do Blablabla Aleatório, fez com que eu me lembrasse de um grande desejo meu: a série As Aventuras de Sharpe, de Bernard Cornwell. Mas esse não é um desejo simples. A série que narra batalhas das Guerras Napoleônicas na visão do militar Richard Sharpe tem, digamos, um número considerável de exemplares. E não é só os que já foram publicados aqui no Brasil que eu quero. Aí fica complicado.

O término de uma saga sempre tem uma aura triste. Mesmo sem ter acompanhado o lançamento de cada nova história, a última vem com aquele gosto de despedida. Com Percy Jackson & os Olimpianos, de Rick Riordan, não poderia ser diferente. Prometendo 5 livros para a série que coloca nos tempos atuais a mitologia grega, chegou no início de agosto O Último Olimpiano, pela editora Intrínseca, volume final da história do semideus filho de Poseidon. Nesse livro, Percy conhecerá inteiramente seu verdadeiro destino, e lutará para salvar o Olimpo.

A grande sensação hoje é ser imortal. E ao ter vida eterna, é pré-requisito viver um amor que também ultrapasse as barreiras do tempo. A leva de livros que falam de seres sobrenaturais que possuem índole impecável e coração maior que tudo só faz com que se pense em uma coisa: contos de fada. Livros como Crepúsculo, Diários do Vampiro, Sussurro e Lua Azul, da série Os Imortais escrita por Alyson Noel, são a Cinderela, a Branca de Neve e A Bela Adormecida da modernidade. Tudo porque falam de amores incríveis que duram para sempre.

Enquanto todos os fãs de Stephenie Meyer aguardavam por alguma notícia sobre o último capítulo da saga Crepúsculo, eis que surge uma novidade: o livro ainda não será lançado. Porém, os leitores foram agraciados com uma história paralela da do vampiro Edward e da humana Bella. Trata-se de A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, uma visão renovada da derradeira batalha entre os Cullen e o exército de Victoria em sua vingança contra a “humana de estimação” do clã de vampiros de Fork.

Dos livros infantojuvenis que estão sendo publicados ultimamente, os de Cressida Cowell são os mais encantadores. Não só pelas personagens de nomes esquisitos e nojentos – e por isso muito engraçados – , ou então por conter dragões, monstros e vikings. Não, Cressida coloca em seus livros algo muito maior que aventuras mirabolantes: ela dá sentido às suas histórias. Ela busca a moral do que conta, quer passar uma lição que seja relevante. Algo clichê dos contos de fadas, mas que não deve ser perdido. Assim como fez em Como Treinar o Seu Dragão, Cressida multiplica a diversão no livro Como Ser um Pirata, publicado recentemente pela Intrínseca.

Soluço Spantosicus Strondus III é um grande herói viking, realizador de grandes feitos e uma autoridade quando o assunto são dragões. Só que ele nem sempre foi assim. Antes disso, Soluço não passava de um rapaz mirrado, meio covarde e com uma pitada de nerd. Entre os 10 e 13 anos de idade, ele e seus amigos da tribo Hooligans Cabeludos e Cabeças-ocas estão se preparando para a prova final que os tornarão heróis. Entre as tarefas que devem realizar, esta a de capturar um dragão filhote e treiná-lo. Porém, eles são criaturas difíceis de lidar, e o medo de Soluço em enfrentar desafios o faz ficar ainda mais inseguro quanto seu futuro. Porque aqueles que não conseguirem realizar tal façanha são exilados das tribos.