Em um mercado onde as editoras exploram romances com amor e seres sobrenaturais para atrair o público jovem, chega uma história onde não há nem vampiros, nem anjos, nem zumbis. E muito menos um casal meloso. Jogos Vorazes, da norte-americana Suzanne Collins, conquistou críticos e leitores por fugir do clichê editorial da vez usando uma sociedade futura que sofre com a escassez e a arbitrariedade. Com uma sinopse que promete sangue, violência e morte, é até estranho encontrar no livro, primeiro de uma trilogia, o selo Rocco Jovens Leitores, mas é para esse público mesmo que ele se destina. Uma violência adaptada.