Computadores certamente nos ajudaram muito a melhorar. Facilita o trabalho, os processos, deixa tudo mais rápido e menos complicado. Mas eles por si só são complicados, e nossa falta de conhecimento sobre o funcionamento das máquinas pode nos deixar à mercê delas. Conhecê-las e entende-las é o aviso que James Bridle nos deixa em A nova idade das trevas (Todavia, tradução de Érico Assis), um alerta sobre a obscuridade nos tempos da informação.

Sem vergonha alguma: sempre usei bastante sites de relacionamento. Tinder, Ok Cupid, Happn, até aquele Tastebuds, que faz matchs com as pessoas de acordo com o gosto musical – cheguei a baixar uma vez um aplicativo que fazia a combinação pelos signos, mas não tinha quase ninguém do Brasil usando, então nem deu pra testar. Curiosidade? Sim. Desespero? Talvez. Mas acho que conhecer pessoas é o que sempre procurei fazer desde que comecei a usar a Internet (lá por 2004, 2005, meio atrasada). Os aplicativos e sites de relacionamento são, para mim, como um novo chat do Terra. Não sou a pessoa mais social do mundo, sempre bate aquela ansiedade/medo/vergonha de interagir com um possível crush pessoalmente, então a internet foi sempre a primeira opção pra mim. O que muita gente acha estranho e/ou errado, mas vou mostrar aqui que não.