“Vivemos num país sem herois”, diz Santiago Nazarian no prefácio da antologia Alterego. Ele argumenta que nosso dia-a-dia deve ser muito absurdo para não precisarmos criar um ser com supe rpoderes que o difere das outras pessoas, para não querermos nos aventurar em uma fantasia. E apresenta os contos de jovens autores organizados por Octavio Cariello como o remédio para essa falta de “ação fantástica”. Publicado pela editora Terracota, Alterego não fala só de herois, mas também pessoas aparentemente normais que possuem outra identidade. Ou simplesmente fala de loucos.

O mundo vai acabar em 2012. Dizem isso há centenas de anos, mas com a aproximação da data, cada vez mais se fala do fatídico dia 21 de dezembro de 2012. Ela está errada. O fim do mundo vai acontecer depois disso. Infelizmente, não muito depois: 31 de julho de 2013, às 13h13. Análises de antigas escrituras de vários povos apontam para esse dia, inclusive o Maia, que com uma nova tradução teve a data alterada. Como sei? Porque recebi Cartas do Fim do Mundo.