Muita gente recomendou que eu lesse Copo vazio, de Natalia Timerman (Todavia) por causa do podcast PPKANSADA. Caso você não saiba, sim, participo de um podcast com esse nome. Um dos episódios foi uma conversa sobre ghosting, a prática de sumir sem dizer nada e deixar a outra pessoa lá só divagando o que pode ter acontecido. Odeio sofrer ghosting, mas não vou mentir dizendo que nunca dei um. Todo mundo passa por isso em algum momento da vida, principalmente se a pessoa em questão foi um match do Tinder. Com a protagonista de Copo vazio não foi diferente. 

Sabe aquele livro que te chama a atenção na livraria e você não pensa duas vezes antes de levar? Capa bonita, sinopse interessante, tudo nele grita “me compre!”, e você obedece. Com Uma noite, Markovitch, de Ayelet Gundar-Goshen (Todavia, tradução de Paulo Geiger) foi assim. Faz alguns anos que vi ele na livraria e comprei sem saber muita coisa. E por não saber muito acabei demorando horrores para ler. Nem mesmo quando Gundar-Goshen veio para a Flip, no ano passado, eu tirei ele da estante. Mas nesse ano chegou a sua vez. 

Escritora, poeta, performer e jornalista, Eileen Myles é um dos principais nomes da poesia contemporânea norte-americana. Seu primeiro livro foi publicado em 1978, uma época em que a cena artística de Nova York, onde vivia, era bem frenética – alguém disse “Patti Smith”? Em 1994, Myles usou suas memórias para compor o romance Chelsea Girls, uma série de histórias que acompanha sua formação artística e suas desilusões amorosas. O livro ganhou uma nova edição em 2019 pela Todavia com tradução de Bruna Beber.