Chilenita, peruanita, guerrilheira, madame Robert Arnoux, Mrs. ou menina má. Ela teve muitos outros nomes, maridos, casas e nacionalidades, mas nunca deixou de ser a menina má, uma mulher que sempre foi amada, adorada e desejada por Ricardo Somocurcio, um peruano que praticamente viveu toda sua vida adulta em Paris. Tradutor e intérprete de inglês, espanhol e russo da Unesco, desde a adolescência esteve às voltas com a menina má, uma mulher mesquinha, egoísta, manipuladora, que entra e sai de sua vida de forma brusca e dolorosa. É ela o centro da vida de Ricardo e do livro Travessuras da menina, de Mario Vargas Llosa, o Nobel de Literatura de 2010.