Estou sentindo cheiro de ceia de Natal, de amigo secreto da família, de tios bêbados e de melancolia de fim de ano. Significa que é hora da: LISTA DE MELHORES LEITURAS DO ANO!

O ano ainda não acabou, eu sei, mas posso declarar que já tenho a lista de livros mais legais de 2017 – se bem que achei o mesmo no ano passado e tive que adicionar um livro extra depois de ter postado a lista. Mas como o ritmo de leitura anda lendo e tudo o mais, acho que já posso encerrar o expediente de 2017 (que foi bem preguiçoso, desculpa).

Nada pior do que desejar algo, não conseguir e jogar suas expectativas para cima de outra pessoa que não tem nada a ver com o assunto. Esse seria um resumo básico do que é Tudo o que nunca contei, romance de Celeste Ng lançado pela Intrínseca (tradução de Julia Sobral Campos). Tudo começa com o desaparecimento – e consequente morte – de Lydia Lee, 16 anos, aluna exemplar e filha mais do que amada pelos seus pais e seus dois irmãos. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio, e é isso o que provavelmente aconteceu – Tudo o que nunca contei não é nenhum thriller, se é isso o que você esperava. É sobre a relação entre pais e filhos e tudo o que pode dar errado quando não há diálogo.