Sou simpática a livros curtos. Com Bonsai, de Alejandro Zambra, foi paixão na primeira leitura. Existe algo na finura do exemplar, no tamanho grande da fonte e nos grandes espaços em branco na página que me atraem logo para a leitura. Como se um livro breve fosse a melhor representação da frase “o que é bom dura pouco”. Óbvio que essa impressão existe também com os grandes romances – em que 700 páginas são lidas sem mal notar. Mas com o livro curto você sabe que será rápido mesmo, em um, no máximo dois dias (se você se esforçar demais para adiar a leitura), vai terminá-lo. Era isso o que eu pensava logo que comecei Um, dois e já (Cosac Naify, 2014), primeiro livro da uruguaia Inés Bortagaray publicado no Brasil.