A editora Intrínseca volta com a série de livros infantojuvenis repleta de vikings, dragões, arrotos, gritos e aventura. Não canso de repetir que todos os garotos gostariam de ler uma fantasia tão divertida como a criada pela autora Cressida Cowell, e volto a afirmar o mesmo sobre Como Falar Dragonês, terceiro dos oito livros que compõem a saga de Soluço Spantosicus Strondus III e seu dragão Banguela. Para quem vive na lua, os dois são os protagonistas dos livros Como Treinar o Seu Dragão (adaptado para o cinema com sucesso) e Como Ser um Pirata, histórias que falam de inteligência e amizade de forma tão natural e simples que é impossível não ler tudo de uma vez só.

Dos livros infantojuvenis que estão sendo publicados ultimamente, os de Cressida Cowell são os mais encantadores. Não só pelas personagens de nomes esquisitos e nojentos – e por isso muito engraçados – , ou então por conter dragões, monstros e vikings. Não, Cressida coloca em seus livros algo muito maior que aventuras mirabolantes: ela dá sentido às suas histórias. Ela busca a moral do que conta, quer passar uma lição que seja relevante. Algo clichê dos contos de fadas, mas que não deve ser perdido. Assim como fez em Como Treinar o Seu Dragão, Cressida multiplica a diversão no livro Como Ser um Pirata, publicado recentemente pela Intrínseca.

Soluço Spantosicus Strondus III é um grande herói viking, realizador de grandes feitos e uma autoridade quando o assunto são dragões. Só que ele nem sempre foi assim. Antes disso, Soluço não passava de um rapaz mirrado, meio covarde e com uma pitada de nerd. Entre os 10 e 13 anos de idade, ele e seus amigos da tribo Hooligans Cabeludos e Cabeças-ocas estão se preparando para a prova final que os tornarão heróis. Entre as tarefas que devem realizar, esta a de capturar um dragão filhote e treiná-lo. Porém, eles são criaturas difíceis de lidar, e o medo de Soluço em enfrentar desafios o faz ficar ainda mais inseguro quanto seu futuro. Porque aqueles que não conseguirem realizar tal façanha são exilados das tribos.